quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Onde vamos parar?


Essa semana, fuçando a Internet, me deparei com um vídeo que me deixou chocada. Uma festinha de adolescentes da 7ª série, todos com uns 13 ou 14 anos, suponho. O que tocava? Funk. As letras eram realmente deploráveis, mas nem vou entrar nesse mérito, porque a questão que eu quero abordar aqui não é o que se ouvia, mas como se dançava. Quer dizer, meu conceito de dança é outro. O que eles faziam era sexo explícito de roupa, na frente de todos. Fiquei assistindo aquilo sem acreditar, e acreditei menos ainda em alguns comentários que tinham no post. Uma mulher dizia algo tipo “Não sejam hipócritas! Vocês dançavam assim, mas ouvindo ‘É o Tchan’. Quem nunca aprontou em festinhas da escola?”. Gente, peraí. Ou eu estou louca ou o mundo está de cabeça pra baixo. Eu não vou negar que dançava “É o Tchan” quando era criança, sim. Mas dançava sem nem enxergar o duplo sentido das letras. Dançava porque era o hit do momento e todas as crianças brincavam de aprender as coreografias. E, na minha adolescência, aprontar nas festinhas da escola não chegava nem perto disso! Era, no máximo, beber batida de vodka com suco de cajá. O que foi que eu perdi? Porque eu realmente não consigo entender como esse comportamento pode ser visto como normal. O sexo se banalizou completamente. As crianças hoje já crescem querendo ser sexy e se transformam em adolescentes que acham que virgindade é a maior caretice do mundo. Cadê a inocência das crianças? Cadê esses pais, pra mostrarem que existe tempo pra tudo na vida? Não quero dar uma de santinha não, mas pra achar que algo está muito errado nisso tudo não precisa ser santo, basta ter bom senso.


2 comentários:

  1. Amiga, gostei.. concordo plenamente, na nossa época realmente ainda existia uma inocencia, hj em dia as crianças estão muito sem limites!

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  2. Pois é tb vi esse vídeo no face de uma amiga e fiquei perplexo.. tenho até medo do futuro, essas crianças estão sem freio.. o fim do mundo está próximo!

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