quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ateu não é doente!


Por quê certas pessoas insistem em impor suas verdades, como se o fato de eu não acreditar no que elas acreditam, me fizesse uma pessoa menos digna, ou inteligente, ou boa, ou sei lá? Tá bom, serei mais clara. Minha família nunca foi religiosa e eu comecei a frequentar igreja quando criança por vontade própria, não por imposição. Ia pra missa toda quinta-feira e fiz até Cursilho de Jovens (3 vezes). Não me arrependo. Pelo contrário, acho que aprendi coisas legais lá. Mas aí eu fui crescendo, fui questionando, fui pesquisando, lendo...e quando eu vi, já não acreditava mais em Deus, nem na Igreja, nem na Bíblia.

Continuo respeitando quem acredita, nunca tentei convencer ninguém de que não se deve acreditar, mesmo porque, eu não sou completamente cética. Acredito numa força universal, em energia, em lei da atração, em física quântica. Só não entendo a reação das pessoas quando eu digo isso. “Como assim você não acredita em Deus???”. Dizem que eu sou louca, que eu sou “à toa”, que eu vou pro inferno (aí eu dou risada, porque, pra mim, o inferno nem existe!), como se fosse muito incomum alguém ser ateu nesse mundo.

Não quero que ninguém pense como eu, só quero que as pessoas respeitem a minha não-crença e parem de dizer que eu tenho que ler tal livro, assistir tal filme, me mandar mensagens religiosas com o intuito de que eu passe a acreditar no que elas acreditam. Gente, eu não estou doente nem louca, ok? Eu só questionei mais do que algumas pessoas e mudei de opinião. Me deixem!

Por Helena Hoisel

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Namorar é bom, sim!


Hoje eu vi uns comentários num Facebook alheio, que diziam algo tipo “Namorar pra quê?”. Aí eu pensei “Como assim pra quê???”. Gente, na boa, todo mundo passa por uma fase de “solteirice” que realmente é uma delícia. Você poder curtir à vontade, sair com os amigos e voltar à hora que quiser, não precisar pensar “será que ele (a) vai se chatear se eu for?”, não precisar dar satisfação de tudo, enfim...São várias as vantagens. Mas nada, nada, nada se compara a você ter alguém pra andar de mãos dadas na rua, pra te abraçar forte quando você está triste, pra passar num mercadinho e comprar guloseimas pra assistir a um bom filme, pra dormir de conchinha durante a tarde num domingo chuvoso, pra ir numa festa e perceber que não existe ali casal mais apaixonado que vocês, pra fazer planos de futuro e escolher o nome dos seus filhos.  Alguém pra te dizer “eu te amo” olhando no fundo dos seus olhos quando acorda, quando vai dormir, quando dá vontade. Alguém pra VOCÊ dizer “eu te amo” sem medo de assustar. Alguém pra você dividir suas alegrias e suas angústias. Eu poderia ficar horas aqui citando mil motivos pra querer, sim, namorar. E quer saber? Apesar de muita gente vir com aquele discurso de “não quero me apegar a ninguém, estou curtindo a vida”, eu acho que todo mundo espera encontrar uma pessoa especial pra viver tudo isso que eu disse [e muito mais]. Até na farra, quando a gente fica com uma pessoa muito legal, se imagina fazendo esse tipo de coisa e pensa se daria certo. E quantas vezes eu já conversei com gente que estava pagando de super feliz na boa e velha “solteirice”, e chegou pra desabafar, dizendo que tava carente e precisava de um (a) namorado (a)? Muitas! Tudo é fase, eu sei, mas viver um amor verdadeiro é a melhor delas. Eu passei 4 anos solteira entre o meu último namoro e o atual.  Fui feliz nesse tempo, não nego, mas há [quase] 7 meses sou feliz como nunca fui na vida. Namorar é bom, sim senhores!

Por Helena Hoisel

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Onde vamos parar?


Essa semana, fuçando a Internet, me deparei com um vídeo que me deixou chocada. Uma festinha de adolescentes da 7ª série, todos com uns 13 ou 14 anos, suponho. O que tocava? Funk. As letras eram realmente deploráveis, mas nem vou entrar nesse mérito, porque a questão que eu quero abordar aqui não é o que se ouvia, mas como se dançava. Quer dizer, meu conceito de dança é outro. O que eles faziam era sexo explícito de roupa, na frente de todos. Fiquei assistindo aquilo sem acreditar, e acreditei menos ainda em alguns comentários que tinham no post. Uma mulher dizia algo tipo “Não sejam hipócritas! Vocês dançavam assim, mas ouvindo ‘É o Tchan’. Quem nunca aprontou em festinhas da escola?”. Gente, peraí. Ou eu estou louca ou o mundo está de cabeça pra baixo. Eu não vou negar que dançava “É o Tchan” quando era criança, sim. Mas dançava sem nem enxergar o duplo sentido das letras. Dançava porque era o hit do momento e todas as crianças brincavam de aprender as coreografias. E, na minha adolescência, aprontar nas festinhas da escola não chegava nem perto disso! Era, no máximo, beber batida de vodka com suco de cajá. O que foi que eu perdi? Porque eu realmente não consigo entender como esse comportamento pode ser visto como normal. O sexo se banalizou completamente. As crianças hoje já crescem querendo ser sexy e se transformam em adolescentes que acham que virgindade é a maior caretice do mundo. Cadê a inocência das crianças? Cadê esses pais, pra mostrarem que existe tempo pra tudo na vida? Não quero dar uma de santinha não, mas pra achar que algo está muito errado nisso tudo não precisa ser santo, basta ter bom senso.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Respeito é bom e eu gosto!


Cheguei à conclusão de que não existe bom relacionamento sem respeito. Qualquer relacionamento! A gente releva muita coisa, mas quando perde-se o respeito, tudo muda. Não precisamos gostar de todo mundo, mas respeitar sim. Respeitar as diferenças, as opiniões, as opções de cada um.
Posso até tentar, mas sei que eu não vou simpatizar com aquele cara que sempre dá a última tragada no cigarro antes de entrar num carro fechado só com não-fumantes. Eu não vou ter uma boa relação com aquele atendente que só fala comigo como se tivesse fazendo favor. Não vou gostar daquela colega de trabalho que só abre a boca para falar mal dos outros. Não vou considerar uma operadora que só quer roubar o meu dinheiro impondo serviços que não pedi. Não vou aceitar que meu chefe grite comigo. Não vou me dar bem com quem não é tolerante com homossexuais. Não vou facilitar para cliente que só me trata como se eu fosse inferior. Cada cabeça é um mundo, cada pessoa é de um jeito. Respeito é  fundamental, é bom e eu gosto.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Superando Limites

Depois de alguns meses meio sem tempo, meio sem inspiração (mais sem inspiração), resolvi dar o ar da graça. Fiz uma viagem inesquecível ao Peru e voltei mais inspirada do que nunca. Lá passei por experiências inéditas na minha vida, que podem render uma série de textos nesse blog. Mas hoje quero falar sobre a superação dos limites. Nessa viagem, eu percebi que eu era bem limitada. Limite de resistência, de tolerância, de paciência. Fiz esforços jamais feitos e ao mesmo tempo em que me senti fraca por não ter o ritmo esperado, me senti bem por ter conseguido – do meu jeito – ir até o fim. Descobri que eu posso não ser a mais forte ou a mais resistente, mas sou capaz de enfrentar dificuldades. Dificuldades estas que, ainda que para alguns sejam pequenas, para mim pareciam (e eram) grandes obstáculos. Me frustrei algumas vezes, frustrei quem depositou expectativa em mim, mas no final das contas, o que importa é que eu descobri os meus limites e que pude me conhecer ainda mais. Conhecer até onde eu posso ir agora, até onde eu quero ir lá na frente, qual será o caminho que terei que percorrer para um melhor desempenho. Não quero ser a melhor, não quero ser igual a ninguém, só quero poder me superar, de novo, mais e mais a cada dia. A vitória não está só no resultado, mas também no processo gradativo de superação. Um dia eu chego lá, sem pressa e sem pressão.  Vai exigir força de vontade? Vai. Mas eu chego, eu sei que chego. Eu quero e posso. Só não quero – e nem vou – pular as etapas. Isso demanda tempo e eu tenho o meu tempo. Pode ser um processo lento, mas é meu e eu não vou me atropelar. Vou respeitar minhas limitações, até que elas sejam reduzidas, até que elas não existam.

Por Helena Hoisel

terça-feira, 5 de abril de 2011

Amizade não se cobra

Amizade verdadeira não tem cobrança. Quem é amigo mesmo e sabe que é amigo, não precisa ver/falar/escrever todos os dias, nem toda semana, nem todo mês, pra saber que o outro está lá, à disposição para o que for necessário.

Hoje, meus melhores amigos vivem longe de mim. Vocês acham que eu falo com eles com muita frequência? Não. E eles se ofendem com isso? Não também. Porque eles sabem que a vida é assim, cada um vive na sua loucura do dia-a-dia, que nem sempre permite que esse contato seja constante. E se não for por falta de tempo, será por outra coisa, mas nunca porque gostamos menos um do outro. Nunca!

Eu não preciso provar para os meus amigos que lembro deles e que eles são especiais pra mim. Eles simplesmente sabem e nem questionam. E quem duvida disso, me desculpa, mas não me conhece muito bem.

Amigos que cobram que eu apareça sem aparecerem, esses são os que eu menos entendo. “Você não me liga mais, nem sabe o tanto de coisa que mudou na minha vida!”. Ei, por que você não me ligou também pra contar suas novidades, então?

Amo meus amigos, falando com eles sempre ou não. E faço questão da amizade deles. Da amizade, e não de atenção absoluta. Se eles puderem e quiserem me dar, ótimo! Se não, tudo bem. O importante é que eles estejam lá quando eu precisar e que continuem me amando e sendo leais comigo. Esses sim, são os verdadeiros amigos. 

Por Helena Hoisel

terça-feira, 15 de março de 2011

Hoje estou piegas


Hoje estou piegas, ridícula, sentimental, descontroladamente brega. Qualquer coisa que eu escreva aqui vai soar lindo para uns e nojento para outros. Lindo para os amantes apaixonados e entregues à felicidade como eu. Nojento para os que ainda não descobriram o quão bom é se deixar apaixonar.

Quê mais, se não o amor, poderia fazer a gente se sentir como eternos adolescentes vivendo a doçura e a agonia da primeira paixão? A vontade de ter, de ver, de sentir, de cheirar, de beijar...É impressionante como isso só cresce a cada dia, chegando a dar medo de sufocar. E sufoca mesmo! Falta ar. Ficamos dependentes do outro. Da atenção, do carinho, das palavras, do abraço. Prezo pela minha independência, mas essa sensação é tão gostosa que eu quero vivê-la!  

Sim, estou apaixonada. Alguém aí não tinha percebido ainda?

Por Helena Hoisel

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Saudade das cartas

Hoje resolvi revirar minhas velharias e achei uma caixa de cartas. Daí lembrei que eu era compulsiva por escrever cartas. Adorava! Minha melhor amiga morava longe e eu aproveitava pra colocar em prática a minha paixão pela escrita. Era uma carta por semana, às vezes até duas! Contávamos tudo uma pra outra, tão detalhado que a gente conseguia visualizar cada cena. Essa era a forma que a gente encontrava de ficar mais perto uma da outra. Hoje, essa mesma melhor amiga continua morando longe, e o máximo que a gente escreve é um recadinho no Facebook. Muito de vez em quando mandamos um e-mail contando as estórias completas (mas não com tantos detalhes como nas cartas). Com certeza, hoje sei bem menos sobre a vida dela e ela sobre a minha.

Então eu parei pra pensar: A internet, que era para encurtar distâncias, facilitar a comunicação, conectar pessoas, nos afastou. Será que essa praticidade que o ciberespaço nos proporciona é válida a ponto de a gente aposentar o costume de escrever as boas e velhas cartas? Hoje a gente consegue sintetizar tudo. Muitas vezes, 140 caracteres são suficientes para dizer o que queremos. Mas é tão frio! Recebemos tantos e-mails por dia que um e-mail daquele amigo que está longe passa a ser só mais um. Cadê a emoção de receber aquela carta que você esperou uma semana? A agonia para abrir, ler e responder? E a delícia que é reler essas relíquias e lembrar de cada acontecimento como se fosse ontem?


Não sou avessa à internet, pelo contrário. Adoro! Sou fascinada pelas possibilidades que ela nos proporciona. Mas acho que algumas coisas não deveriam acabar. Me chamem de louca, mas eu preferiria receber um e-mail da minha amiga dizendo "te mandei uma carta hoje", em vez de um e-mail contando brevemente as novidades.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O valor de uma amizade


Nos últimos cinco dias passei por situações que me fizeram ter certeza de que não há nada no mundo mais importante do que a amizade. Mas falo de amizade de verdade mesmo, não aquela superficial, que só existe nos momentos de alegria. Falo do amor incondicional, do apoio sem pedir nada em troca, do sofrimento por ver o outro sofrer, da felicidade extrema por ver aquele amigo querido realizando um sonho, do sacrifício feito sem medir esforços.

Não há relacionamento que dure se não houver amizade. Seja com pai, mãe, marido, mulher, a base é a confiança, a certeza de que pode contar com aquela pessoa para o que precisar, sem sombra de dúvidas. Sabe aquela estória de “na alegria, na tristeza, na saúde e na doença”? Não me iludo que seja assim no casamento (pelo menos não em todos). Acho que essa frase se encaixa muito melhor para verdadeiros amigos.

Sou feliz por saber que tenho os melhores. Que mesmo estando longe e não conversando todos os dias, são eles que estendem as mãos quando preciso. Que mesmo sendo diferentes e não concordando com muita coisa que falo e faço, estão ali. Quem é, sabe que é, sem eu precisar citar nomes. A todos esses, deixo um sincero “EU TE AMO”, que diz mais do que qualquer coisa.

Por Helena Hoisel

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Engolindo Sapo

Existe alguma coisa pior do que a angústia de ter que engolir sapo para se preservar? Ouvir coisas com as quais você não concorda e não poder expor sua opinião, fazer coisas que gosta de uma maneira tão absurdamente chata que acaba te fazendo odiá-las, aturar pessoas enchendo sua paciência e ter que simplesmente contar até 10 para não falar o que não deve.

Isso me deixa muito, mas muito angustiada. Essa impotência diante das situações que me incomodam, essa sensação de boca calada, de grito abafado, de choro engolido...Tudo isso me causa uma enorme tristeza. Sempre tento fazer o que me dá vontade, o que me faz bem, e me sentir com as mãos atadas me deixa extremamente infeliz.

Estar num lugar sem querer estar, fazer as coisas sem tesão, procurando o tempo todo uma forma de fugir e não encontrar. Ai, como isso me agonia! Preciso de uma solução antes que eu exploda.

Por Helena Hoisel