Ultimamente tenho visto muitas pessoas se estressando à toa e esquentando a cabeça por bobagem. Aí você me diz “Ah, Helena, elas devem ter seus motivos!”. Será?
Não quero subestimar o problema de ninguém, mas o que vejo é gente quase arrancando os cabelos pelo insolucionável. Será que vale a pena? De quê adianta se estressar se nada pode ser feito naquele momento? Então senta, relaxa e espera. Uma hora a luz aparece. Não que a gente tenha que cruzar os braços e esperar que as coisas aconteçam por milagre. Não. O que quero dizer é que as pessoas devem procurar resolver seus problemas de forma mais tranqüila, com calma, raciocinando bem. Se descobrir que não há jeito a dar, pra quê dar um ataque de histeria, ficar nervoso e descontar nas pessoas?
As relações andam tão complicadas hoje em dia! Temos que preservar (e prolongar) os momentos de alegria e paz entre nós e as pessoas com quem convivemos.
Faltou dinheiro para pagar aquela conta? Economize mês que vem e pague, mas não se desespere. Alguém é falso, fala mal de você, quer te ver pelas costas? Releve. Essa pessoa uma hora vai receber de volta toda a energia negativa que ela emana em sua direção. E não é você quem vai devolver, mas a vida. Não se estresse, não vale a pena gastar suas energias com coisas e pessoas pequenas.
Já foi comprovado que doenças como câncer, úlcera e hipertensão são causadas também por estresse. Pense nisso antes de deixar o nervosismo tomar conta, seja no trabalho, em casa, no trânsito, com os filhos...
Tenho preguiça de quem se preocupa demais sem motivo. Sério. Parece que as pessoas gostam de fazer da vida uma novela mexicana. Vamos relaxar e curtir mais a vida. Ela não é feita só de problemas.
Relacionamento humano é a grande discussão mundial. Fala-se em guerra, paz, ódio e amor. Pessoas numa busca desenfreada por sucesso, dinheiro, poder. Quando pensamos em falar sobre duas pessoas vêem logo à cabeça o sentimento amor. Mas o que ninguém consegue imaginar é que não é capaz de haver o verdadeiro encontro de duas pessoas com o verdadeiro amor, sem o amor próprio de ambas as partes. Virou chavão dizer que “primeiro, eu me amo”. Mas será realmente que se amar é se julgar mais importante do que tudo e todos? Essa relação poucos experimentam. Poucos são os que se julgam antes de emitir opiniões. Por isso hoje eu resolvi julgar-me. Decidi me despedir dos “cegos do castelo”.
Não quero parecer senhor da razão de ninguém. Hoje quero ser o senhor da minha razão. Parar e olhar para dentro. E se nesse momento você também conseguir isso, o primeiro passo foi dado. Talvez seguir essa linha de raciocínio justifique porque muitos de nós sofremos com problemas que surgem em nossa vida, sem ao menos existir de fato algum problema. Digo isso após perceber quão grande é a necessidade de apontar defeitos no outro e tentar de alguma forma desfazer aquilo pelo qual alguém lutou tanto. O amor próprio entra aí. Acho que esse é o segundo passo.
Imagine-se num pomar, onde você plantou, regou, cultivou, sonhou e hoje passeia por entre ele, maravilhado com seus frutos. De repente, alguém solta um leão naquele ambiente intimista. Que estrago não faz um leão?! Então você se pergunta “por que alguém faria isso?”. E talvez nem mesmo a pessoa saberá responder. Há amor próprio nessa pessoa? Não sei, mas se pudesse iria sugerir que ela também criasse um pomar.
É o típico pensamento de fazer o bem. Comece por você e não permita querer algo diferente para os outros. Transmissão de pensamento. Você é tudo aquilo que quiser ser. Você é o que você come, você é o que você pensa. Se comer bastante, descontroladamente irá fatalmente engordar. Mas se for isso que você deseja, vá em frente, não se limite, rompa paradigmas de beleza. Ou se você quer revolucionar sua vida, ser mais forte emocionalmente, fisicamente, exercite-se. Exercite corpo e mente. Pensemos positivo e alcançaremos.
Façamos uma limpeza em nós mesmos. Hoje resolvi me despedir de tudo que não me faça bem. Fiz o caminho inverso e comecei por fora. Decidi jogar fora aquele CD que me lembrava um carnaval que gostaria de esquecer. Decidi apagar da minha agenda o número do celular de pessoas que não me passam vibrações positivas. Decidi parar de freqüentar lugares só para me fazer notar. Por dentro adotei hábitos novos. Rezo mais. Me coloco no lugar do outro. Assumo meus atos mais detestáveis. Essa é minha forma de renascer. Conhece-te a ti mesmo, já diz o ditado.
Importante é não travarmos uma guerra com nós mesmos. Em batalhas o gosto será sempre amargo, mesmo para os vencedores, disse Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”. Nossa mente apresenta uma infinidade de lugares, devemos fugir de alguns e buscar outros. Mas devemos, sempre, conhecer bem todos. Esse é o terceiro passo. E como conseqüência o mundo apresenta suas dádivas. Coisas que estão além da água ou do ar. Que a ciência não explica. Estar bem consigo mesmo, promover o bem e fazer algo por quem está próximo, atrai coisas boas também. Fazendo isso estamos atraindo, no mínimo, prosperidade para nossas vidas.
Então, ficamos assim: antes de pensarmos em amar alguém, vamos olhar para dentro e ver se estamos mesmo nos amando. O que estamos mesmo atraindo para nossas vidas. Com certeza não iremos achar amores eternos ou a fórmula da imortalidade, mas, sem dúvidas, iremos promover um mundo melhor. Ao menos, para quem tentar vir a ser.
Numa reflexão inspirada por uma típica tarde de domingo, me perguntei qual seria o pior sentimento que alguém poderia ter. Alguns, então, vieram à mente. Raiva? Rancor? Arrependimento? Não, nenhum desses. Pelo menos não pra mim. Claro que esses também são péssimos e podem fazer muito mal, às vezes até provocar grandes tragédias. Mas, sinceramente, existe algo que consuma mais o ser humano do que o MEDO?
Deixo claro que não falo aqui de medo de violência, de acidente, de velocidade ou de um animal feroz. Falo de medo no seu sentido mais complexo, como um sentimento retrógrado, que nos faz desistir de agir. Este medo é capaz de dominar as pessoas, a ponto de fazer com que elas deixem de realizar sonhos, vencer desafios, atingir metas. Este é o medo que atrasa.
Sentimos medo de mudar, de falar, de sentir, de amar, de viver. E nessa dúvida se devemos ou não fazer, a vida vai passando e deixando pra trás grandes oportunidades.
Se pararmos para pensar, veremos que o medo é originário de uma idéia que construímos a repeito do que não conhecemos, e que só conseguiremos nos libertar deste medo, se conhecermos aquilo que tanto tememos. Por que não arriscar? Por que não deixar o rio seguir seu curso natural? Por que não deixar as coisas acontecerem e pagar para ver? Se não der certo, tudo bem, serve como aprendizado. Se cair, levanta. Se doer, uma hora passa. Sempre passa.
Assumo que conquistar o equilíbrio emocional e conseguir driblar esse medo não é uma tarefa fácil, e exige sabedoria e paciência. Porém, acredito que ninguém é incapaz de vencer seus bloqueios e tentar fazer diferente. Superar limites dignifica o homem, faz crescer. O medo faz o tempo parar e a gente parar no tempo. Quem tem medo de viver, não evolui, estagna-se, fica preso a um comodismo que só faz regredir. Penso que se as pessoas fossem mais ousadas e destemidas, o mundo seria ainda mais interessante.
Dois amigos que têm cérebros hiperativos, com milhões de dúvidas, idéias e anseios. Eles precisam desabafar e escolhem o papel e a caneta pra isso (ou o velho amigo Word). Mas só escrever não basta, precisam mostrar. E se descobrem leitores assíduos um do outro. Há anos trocam textos e opiniões. Concordam, discordam, discutem. Vamos fazer um blog? Vamos. Aí está.