quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Minha felicidade ou a sua?

Podem me chamar de egoísta, mas eu simplesmente não entendo como alguém pode abrir mão da própria felicidade para não magoar alguém. A menos que o outro dependa de você para viver, pense primeiro em você. Não ache que a felicidade do outro é mais importante que a sua. Até porque, se você não está verdadeiramente feliz e ainda finge que ama a pessoa, essa relação é uma farsa e não deve ser lá essa felicidade toda pro outro também.

Não tenha medo, não tenha pena. Não pense que a pessoa não vive sem você, porque sim, ela vive perfeitamente sem você. O máximo que pode acontecer é ela sofrer um pouco até começar a se distrair de novo. Você já passou por isso e hoje está vivo, não está?

Vale mesmo a pena abdicar de sua felicidade, de suas vontades, do seu modo de viver por alguém? Até onde é válido sofrer para não ver o outro sofrer? Se abrir mão da felicidade por amor já é um tanto contraditório, imagine por pena. Desculpa a franqueza, mas eu penso primeiro em mim.

Por Helena Hoisel

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mulheres Fabricadas

Saindo na noite de Salvador, o quê se vê são mulheres fabricadas. Falo de Salvador porque é o meu universo, mas tenho certeza que isso é generalizado. O que parece é que foram todas produzidas em série, num esquema de “Fordismo”. Mulheres padronizadas. E se você for tentar conversar, vai perceber que a semelhança não é só física - pelo menos é o que dizem. Cabelos compridos chapados, luzes marcantes, vestidos curtérrimos colados no corpo (aqueles do tipo “sou gostosa, tá vendo?”, a la Geyse Arruda). Todas!

A impressão que dá é que você está numa festa de clones. Chega a ficar chato. Por isso eu fujo dessas pessoas e desses lugares. Gosto de originalidade, ver pessoas diferentes entre si, cada uma com sua essência peculiar, com seu estilo. Gosto de lugares com pessoas autênticas, alternativas, que não temem arriscar. Gostaria MUITO que existissem mais lugares assim em Salvador.

Mas sabe qual é o lado bom desse padrão? Adoro ser a única de vestido solto, sandália rasteira, com flor no cabelo curto e cacheado. É o diferencial.

Por Helena Hoisel

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Carta para mim mesma


O quê você quer da vida? Amor, paz, dinheiro, sucesso, família? O que quer que seja, faça acontecer! Ficar aí parada esperando as coisas caírem do céu não vai adiantar. Ninguém vai fazer seus sonhos se realizaram por você. Ninguém sabe o que você quer mais do que você, portanto, faça alguma coisa! Trace uma meta e busque. Se mexa! Os desafios são para serem enfrentados. Por que esse medo de arriscar? Insegurança não leva ninguém a lugar algum.

Aproveite o novo ano, a entrada de um novo ciclo, para mudar! Mude de vida, de costumes, mude seus conceitos. Faça novas amizades, novas conquistas, crie novas expectativas. Amadureça ideias, coloque-as em prática, tome mais iniciativas. Sua vida é você quem guia. Don't get stuck!

Por Helena Hoisel

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Racunhos de Um

O Rascunhos agora é de uma cabeça pensante só, a minha.
Vamo que vamo!

Por Helena Hoisel

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A arte de ser "do contra"

Não é por pirraça, nem só pra contrariar, mas a gente tem mania de ser “do contra”, né? Não quer fazer se for por obrigação e se é proibido, a gente faz. Diz sim quando deve dizer não, e não quando tem que ser sim. Faz tudo errado sabendo como é o certo. Gasta demais quando não pode, poupa quando sobra. Fica com quem não tá a fim, despreza quem quer de verdade. Sai quando está cansada, fica em casa quando o sol está lindo lá fora. Sente vontade de usar branco “naqueles” dias e preto no calor. Escolhe sempre os filmes errados na locadora e a pizza mais exótica, que acaba sendo a pior do cardápio. Inventa de dar um tempo na bebida quando o verão está prestes a chegar e se acaba na cerveja gelada no frio do São João.

Tá, tudo bem. Estou tirando por mim e sei que isso não é regra (ainda bem!), mas atire a primeira pedra quem já não foi "do contra" em, pelo menos, uma situação dessa.

Por Helena Hoisel

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Intimidade instantânea


Como explicar a intimidade instantânea? É possível duas pessoas que se conhecem há pouquíssimo tempo se sentirem à vontade para trocar confidências e declarações íntimas? Sim, é possível. Isso se chama empatia mútua, identificação, energia.

Às vezes conhecemos pessoas há anos e não conseguimos contar certas coisas, já outras, no primeiro dia de conversa, estamos desabafando e liberando os mais obscuros segredos. Até corremos o risco de a outra pessoa nos achar efusivos demais e que estamos forçando a barra, mas se a energia for recíproca, ela vai sentir a mesma coisa e var saber que é natural.

Isso não acontece a toda hora e nem com todo mundo. Mas quando acontece e é verdadeiro, não devemos reprimir. Deixa rolar! Grandes amizades surgem da atração entre dois seres que se identificam entre si e sentem que são parecidos (mesmo quando são bem diferentes), e isso não significa que elas precisam se conhecer há muito tempo.

Já me assustei com essas amizades instantâneas. Hoje não mais. Hoje penso que o universo trouxe pra mim pessoas que eu atraí com meu pensamento e minha vontade, inconscientemente. Eu busquei, eu conquistei e agora eu vou cuidar.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estou me preparando

Não sou partidário, nem carrego bandeiras políticas. Não me vendo, nem ao menos troco minha imparcialidade. Não sou de fazer média, muito menos mentiras sinceras. Mas adoro política. Gosto de ver as discussões, principalmente as acaloradas, porque acho que aí muitas verdades aparecem, já que o autocontrole não reside em muitos líderes (que não são líderes de verdade).

De um tempo pra cá tenho ouvido falar muito sobre alguns candidatos. E me assusta como as pessoas tomam partido de um ou outro, quase como uma religião, uns sem saber nem porque estão defendendo tão ferrenhamente o candidato e outros sabendo muito bem defender os seus interesses ($$$). Tudo bem, cada um defende seus motivos e me parece que no final, quem tiver a unha maior irá se segurar na parede.

Mas eu não sou partidário, já disse. Li e reli inúmeros emails que me mandaram com biografias não autorizadas dos principais candidatos à presidência da república e não me assustei. Até porque me assustaria se aquelas informações fossem autorizadas. No fundo, sei que tudo pode ser verdade, ou não... Mas o que quero dizer é que, enquanto ser pensante e imparcial, nesse caso, me preocupa é o que não aparece. Aqueles arranjos políticos, coligações e apoios oportunos, paralelamente a rupturas inoportunas e crises que constantemente respingam nas classes abastardas. É isso que me preocupa faz algum tempo.

Por não ser partidário é que já estou me preparando. Estou me preparando para os piores anos da política brasileira e inclua-se aí economia, saúde, educação e segurança. Não vejo verdade nos discursos de nenhum dos dois, muito menos nas ações. Já disse também, mentiras sinceras “não” me interessam.

Por Leonardo Lemos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Controlando a língua!

Turbilhão de emoções, de acontecimentos, de vontades. Vontade de dizer, de ser, de estar. De fugir, de me jogar. Queria ter coragem pra falar algumas coisas para algumas pessoas, mas é tão difícil quando a gente não sabe qual será a reação delas. Melhor quietar e esperar. Olho no olho diz muito mais do que palavras.

Me acho tão corajosa pra umas coisas e tão covarde pra outras. Razão e emoção em eterno conflito. Tenho testado minha paciência. Sei que o melhor é fazer as coisas fluírem e acontecerem na hora certa, mas minha ansiedade é meu pior defeito. É preciso controlar a vontade de falar tudo que penso. Isso assusta. Aliás, poucas pessoas não se assustariam com as coisas quem tenho pensado ultimamente. 

Estou sendo subjetiva, eu sei, mas é que às vezes a objetividade compromete. Talvez as pessoas das quais estou falando entendam a mensagem, talvez não. Sei que umas vão achar (ou ter certeza) que estou falando delas, e não estou. E talvez as pessoas para quem estou falando, nem percebam que são elas. Deixa a dúvida. Uma hora elas descobrem. 

Resumindo, preciso aprender a controlar minha língua. Meus pensamentos, não. Ainda bem que eles são só meus!

Por Helena Hoisel



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Onde está a sensibilidade?


Sei que esse texto vai parecer clichê ou que veio de um daqueles sites voltados para mulheres e que nos mandam emails quase-sempre-iguais, entupindo nossas caixas de mensagens. Mas é incrível como a falta de sensibilidade de alguns homens ainda consegue me impressionar. Isso, infelizmente, é tão corriqueiro que eu já deveria estar acostumada. Não sei se as mulheres estão cada vez mais passivas e se permitindo serem tratadas como qualquer uma, ou se são os homens mesmo que, por natureza, não têm tato nenhum pra falar com as mulheres.

Claro que isso não é regra e existem exceções. Eu conheço homens sensíveis e que sabem tratar uma mulher, mas devo dizer que não são muitos. A maioria é pura sensibilidade no começo e quando pega intimidade, já fala com a mulher de qualquer jeito, como se estivesse falando com um “brother”. Não medem palavras, não são românticos, não fazem questão de ser delicados. Pior! Acham que isso é “coisa de viado”.

Hoje é muito comum a relação casual, sair pra curtir, sem compromisso. Mas só por isso tem que deixar de ser romântico? Os homens acham que se forem amáveis é sinal de que estão apaixonados e que a mulher, ou vai pisar, ou vai grudar. Não, gente. Falar de uma forma mais carinhosa, fazer elogios, tratar bem, não mostra que você está pagando paixão, mas que você é um cara legal, sensível e merece estar ali. Quer saber? Acho mesmo que isso é culpa das mulheres. E a tendência é piorar.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sorte a sua!


Se existe sorte? Acho que sim. Mas definir sorte é muito difícil pra mim. O que é sorte para uns, pode ser um tanto de outras coisas para outras pessoas. Escrevendo aqui passaram várias definições pela minha cabeça. Fui do acontecimento natural das coisas até o sobrenatural. Pra falar a verdade, no começo achava até que sorte não existia.

Que trabalhar sempre e ter determinação acima de tudo é primordial para o sucesso, eu acho que ninguém duvida. Mas algumas coisas não possuem explicação lógica. Quando vejo casos de sucesso percebo que trabalho e sorte andam lado a lado. O sucesso nada mais é do que a conseqüência dos dois.

Certo dia, em conversa com dois grandes amigos, afirmei que era um homem de sorte por ter alcançado certas coisas em “pouco tempo”. O primeiro amigo me disse que o tempo não foi pouco, foi o tempo necessário e o outro me disse que não foi sorte, foi fruto do meu esforço. Fiquei calado. Mudei algumas certezas ali e comecei uma auto-avaliação.

Passeando pela internet vi uma frase que dizia, em latim, algo mais ou menos assim: “...a sorte acompanha os audazes...” Tomei isso como minha mais nova verdade. Penso que se houver audácia suficiente para encarar os medos, alavancar um sonho e estar preparado para vitória, a sorte vem. Sejamos audazes, então, para estar até no lugar certo, na hora certa.

“...FORTUNA AUDACES SEQUITUR...”

Por Leonardo Lemos

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Intensa, eu?

Sempre me auto defini como uma pessoa intensa. Muito intensa. Talvez seja por ser ariana nata e ter todas as características do signo duas vezes mais fortes. Talvez seja simplesmente por não admitir que a minha vida se torne sem graça e depositar todas as minhas energias no que pode fazê-la ficar mais interessante. De uma forma ou de outra, fazendo uma retrospectiva, percebi que em tudo que eu vivo, eu me jogo, inconsequentemente.

Há quem diga que eu sou louca, quem não acredite nos meus sentimentos e quem não tenha mais paciência pras minhas paixões fugazes. Sempre soltam um “de novo???”. Mas quer saber? Vivo tudo com alma e coração, me entrego mesmo e aproveito tudo que posso, sem querer saber se vai durar ou não. O que não quer dizer que não seja verdadeiro. E não falo isso só em relação às questões amorosas, mas em relação a tudo, tudo mesmo.

Há poucos dias descobri uma frase de Drummond que expressa exatamente o que eu penso e tento mostrar para as pessoas que convivem comigo. Nela, ele diz que o desperdício da vida é deixar de ser feliz com medo de sofrer. Genial. Se você quer muito uma coisa e fica se controlando para não sofrer lá na frente, você já está sofrendo. E existe sofrimento pior do que lutar contra suas próprias vontades? A guerra com nós mesmos é a mais violenta de todas. Se eu pudesse dar um só conselho para as pessoas que amo (se é que conselho é bom), diria para viverem intensamente tudo que quiserem, porque é aí que está a verdadeira felicidade.

Por Helena Hoisel

terça-feira, 31 de agosto de 2010

[In]Dependências


Depender, verbo transitivo indireto, relacionado a “estar sujeito ou subordinado, sob domínio, influência, arbítrio”. Você é dependente de quê? Hoje acordei pensando em tudo que poderia me restringir, me delimitar por pura dependência. E no meio daquela confusão, imaginei que poderiam existir, ou existem, ainda não sei, dependências boas e ruins.

Comecei pelo que eu, sem antes elaborar nenhum pensamento sobre, imaginava serem boas. A dependência da família, dos amigos, da namorada, do trabalho, dos esportes, do sol... do, da...Imaginei várias dependências minhas. Explorei os pontos fracos, que mesmo imaginando serem coisas boas, aos poucos foram se mostrando muito mais fracos do que se imagina. Parei nas boas.

É difícil admitir as fraquezas. Talvez meus amigos já soubessem dessas dependências. Mas se meus inimigos não sabiam, agora sabem. Então combinei comigo mesmo que irei reverter isso. Por mais que a família seja importante, umas mais outras menos, não se pode abrir mão da evolução em favor da estagnação. Se for para progredir, é necessário que não haja obstáculo maior que o campo de visão. Tudo tem o tamanho que nós estabelecemos. Assim também pensei para tudo mais que pudesse me fazer dependente.

Pessoas vão e vêm corriqueiramente em nossas vidas. O prazer de hoje, amanhã te cansa e depois se renova. O sol sempre nasce outro dia. Não podemos ser dependentes e correr o risco de ver nossa vida passar aos nossos olhos. Revolte-se, reverta. Não permitirei mais.

Não sou a favor do desapego, não mesmo. Mas, por favor, entenda, falo de livrar-nos do limite. Ter coragem para dizer não, talvez ou sim. As dependências são piores que parasitas. ELAS indicam até onde você pode ir, e não você mesmo, senhor da razão.

Bom, no fim do dia, escrevendo aqui, cheguei à conclusão de que não existem dependências boas ou ruins. Hoje, para mim, são todas negativas. Amanhã eu me permito reverter, se for preciso.

Por Leonardo Lemos

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O Tempo

É incrível como o tempo tem a capacidade de mudar completamente as coisas. Uma situação que antes te deixava desesperado, hoje pode não fazer diferença nenhuma na sua vida. Aquela pessoa que você achava que era muito importante pra você, hoje não te faz a menor falta.

“O tempo cura tudo”. É verdade. E faz a gente rir do que parecia ser o maior de todos os problemas. Faz a gente se dar conta de que nem tudo é o que parece ser. Agimos de uma forma numa certa situação e, depois de um tempo, passamos por essa mesma situação e fazemos tudo diferente. Isso porque o tempo faz a gente olhar pra trás e perceber o que estava errado. A gente consegue olhar com outros olhos, olhar com o olhar de quem está de fora. E percebendo onde erramos, tentamos fazer certo numa outra oportunidade. O tempo faz a gente ser mais racional.

Claro que cada um tem seu ritmo. Muitas pessoas demoram anos para conseguir mudar certas atitudes. Outros não mudam nunca. Mas uma coisa não se pode negar: Nada como o tempo pra fazer a gente se desligar de pessoas, coisas, lembranças.

E mais, quero enfatizar que não adianta aconselhar as pessoas a esquecerem alguma coisa ou alguém e achar um absurdo elas ainda não terem “atendido”. Elas só vão esquecer no tempo delas, só vão fazer o que ELAS querem e na hora que ELAS acharem que devem. Portanto, sejamos mais tolerantes com o tempo das pessoas. Somos diferentes e os nossos tempos também.

Por Helena Hoisel

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Decepções Cíclicas

Sempre cômicas essas decepções de amor. Isso pra não dizer trágicas. Imagine só, alguém acordar no meio da madrugada chorando por alguém que no mesmo momento deve estar com outra. Isso pra não imaginar que o ser desejado pode estar na mesma situação, chorando também, só que por um outro ser que o rejeitou. Vendo as coisas por este ponto de vista, parece que a vida é uma grande roda gigante. E sinceramente, até concordo.
Não é de hoje que ouço dizer que: “A vida é cíclica!”. Talvez isso possa explicar a nossa eterna busca por algo ou alguém que nos complete. Sentimento ou pessoa que nos ponha em dúvida tudo de concreto que conquistamos. E não querendo ser chato, muito menos pretensioso, mas não posso concordar com Veríssimo quando ele diz que não existe pessoa certa, e sim errada. Prefiro acreditar que existem pessoas certas em momentos errados. E acho que isso explica o fato de vivermos nessa busca e, mesmo quando surge alguém muito interessante, nós causarmos uma decepção nela ao rejeitá-la.
É o nosso momento íntimo, algo realmente muito pessoal e intransferível, que nos fará saber se iremos nos decepcionar ao esperar demais, ou decepcionaremos por não estarmos na mesma sintonia da pessoa que nos adora ao ponto de acordar à noite chorando por nós. E veja só como seria cômico se nós acordássemos ao mesmo tempo chorando por outra pessoa! É, acho que assim como a vida, as decepções também são cíclicas.

Por Leonardo Lemos

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Essa tal ansiedade...



  Tenho que parar com essa mania de querer tudo pra ontem. Atropelo o tempo, as fases, as possibilidades. Prejudico histórias, pessoas e, principalmente, a mim mesma. Por que essa ansiedade? Deixo passar oportunidades achando que tenho que agarrar a primeira que surge. Ei, calma, o mundo não vai acabar amanhã.
  Nunca  vi uma frase mais condizente comigo do que “Não sei o que eu quero, só sei que quero agora!”. Por um lado, isso é bom, pois mostra que sou uma pessoa determinada. Por outro, é péssimo, pois faço coisas sem pensar, sem avaliar as consequências, meto os pés pelas mãos e quando eu vejo, já foi.
  Respire, conte até dez, pense mil vezes. Não, não adianta. Simplesmente não consigo contar até dez. Chego no três e me sinto sufocada pela minha própria ansiedade. “Eu quero, eu vou fazer!”. Um dia ainda morro disso. Ou, no mínimo, adquiro uns cabelos brancos.
  Alguma solução pra mim?


Por Helena Hoisel

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Preciso desabafar!

Imaginar o quanto as pessoas estão sofrendo é sempre muito difícil, porque por mais que nos coloquemos no lugar do outro, ainda assim não atingiremos o mesmo patamar na dor. Desta forma, a primeira coisa que vem à cabeça é ajudar, nem que seja com uma palavra, uma presença que passe força ou, melhor ainda, correndo atrás de apoio para reverter a situação. Compaixão, já dizia os antigos escritos deixados por Jesus Cristo como um legado às futuras gerações de simples seres humanos. Tudo bem, sejamos mais compadecidos com nosso próximo. Mas ultimamente uma coisa anda me preocupando e não menos decepcionando: a autopromoção com o sofrimento alheio. Vou ser mais claro.

Em 2008, fortes chuvas assolaram o estado de Santa Catarina e o país inteiro se comoveu com aquela situação. Noticiários revezavam-se na cobertura da tragédia, paralelamente as torrentes que insistiam em não cessar, trazendo consigo morros, plantações, casas, pessoas, sentimentos. Imediatamente, humanos de espírito elevado puseram-se a pensar como ajudar as pessoas dali, já que reverter o acontecido era praticamente impossível. Vidas foram perdidas, outras abstratamente desfiguradas e tantas outras desfiguradas de maneira concreta. Causaram um clamor nacional digno de orgulho e em tão pouco tempo toda nação estava nas ruas com seus agasalhos e cestas básicas enfileirados. Foi lindo ver aquilo. Mas uma coisa me apertava o coração.

Logo ao me deparar com aquela situação, pensei comigo mesmo que algumas coisas ali não faziam muito sentido. E senti até raiva de mim mesmo por pensar daquela forma, mas resolvi organizar minhas idéias primeiro. Pense comigo, ver aquelas criancinhas de olhos azuis e pele clarinha órfãs, idosos entre as estatísticas de mortes trágicas por soterramento, modelos de futuro promissor sendo salvas quase por milagre e não fazer nada não dá. Mas se lembrarmos que há anos no Norte e Nordeste do país existem criancinhas de pele escura, amarela, clarinha e olhos que quase não percebemos mais que têm cor, idosos entre estatísticas de mortes trágicas por inúmeros fatores e pessoas que têm - e outras tantas que nunca tiveram - futuro promissor, morrendo de fome e sede, por catástrofes naturais ou não, abandonadas pelos governos e pelas suas políticas falidas, que nunca tiveram planos infalíveis para suas situações, chega a dar nojo de certas atitudes que, olhando bem, soam como sensacionalismo.

Não quero dizer que sou contra tudo que foi feito no sul do país. Não, não mesmo. Sou completamente a favor da solidariedade. Mas, convenhamos, que seja feito o mesmo esforço para ajudar todos. Nesse caso, metade da metade é no mínimo privilegiar um em desfavor do outro. Isso é mesmo assim, tão puro? Então me aprofundarei mais no assunto. Rapidamente foram levantados milhares de alimentos, roupas, prestadores de serviço. E após 15 dias de clamor público o que achamos quando metade das câmeras de TV foram desligadas? Alguns dos que estavam lá para ajudar se acharam no direito de tirar algumas das doações para si. Entre estes estavam prefeitos, membros de organizações não governamentais e, infelizmente, militares (do exército). Que vergonha eu senti aquele dia, quando o Jornal Nacional anunciou este envolvimento. O pior é que desde o início todos eram unânimes em dizer que estavam ali com as melhores intenções. Era tão bonito de ver e agora é difícil perceber que foi só um novo escândalo no congresso acontecer para que as câmeras saíssem de lá voando direto para Brasília. Isso me faz perder cada dia mais a credibilidade nas palavras das pessoas. Pior ainda é ver a cada dia uma nova bomba estourando quando alguém descobre mais um desvio das arrecadações feitas para Santa Catarina. E enquanto isso, como vão as vítimas da seca no Nordeste? Como vão as vítimas do abandono político no Nordeste? No Brasil de muitas regiões, parece que o povo, enquanto membro da unidade federativa, também não é um só.

Por Leonardo Lemos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Livre de Preconceitos?



Parada no trânsito, vi uma cena que me fez pensar. Um garoto de mais ou menos 13 anos, negro e bem magro, atravessou a rua em meio aos carros. Imediatamente, numa rapidez impressionante, uma mulher fechou os vidros do seu veículo. Quando percebi, balbuciei um “ridícula”, indignada com a atitude da mulher. Por que achar que ele era ladrão? Porque era pobre? Ou porque era negro? De uma forma ou de outra, foi puro preconceito. Depois de uma pausa, pensei “Será? Será que eu não teria feito a mesma coisa?”. Vivemos num mundo tão violento que, infelizmente, temos que desconfiar de tudo, ser cautelosos. Uma atitude como a dessa mulher é quase automática e acontece toda hora, em todo lugar.

Mas não quero entrar na questão “violência”. O foco desse texto é outro. Minha pergunta é: Será possível ser totalmente livre de preconceitos? Vivo defendendo o não-preconceito por aí e de repente me vejo numa situação em que realmente não sei se não seria preconceituosa. Sempre fui a favor de que as pessoas façam o que têm vontade. Tenho amigos gays, lésbicas, negros, brancos, maconheiros, caretas, tatuados, pagodeiros, alternativos,  religiosos, ateus...Me dou muito bem com todos e me orgulho disso. Sou a favor da felicidade, independentemente de como as pessoas a busquem. Mas será que eu sou tão “mente aberta” como eu tenho pintado? Ou até eu caí na ilusão e acreditei num mundo sem preconceitos que talvez só exista em contos de fadas (ou nem neles!)?

O preconceito vem disfarçado de diversas formas. Algumas pessoas dizem que respeitam a diferença do outro, mas, na prática, é bem diferente. Criticam, excluem, sentem nojo, tentam convencer a mudar de opinião, recebem as notícias como se fossem coisas de outro mundo. É muito fácil julgar os outros pelo que são e pelo que dizem. Difícil é enxergar dentro de si os seus defeitos. Evoluídos são aqueles que, ao enxergá-los, tentam mudar e se tornar pessoas melhores.

Por Helena Hoisel

domingo, 1 de agosto de 2010

Sutis Receitas

Receitas todos têm. Seja de invenções culinárias, mantras positivistas ou até mesmo de uma nova fórmula para emagrecer. Sutil. Numa sutileza desmedida, muitos vivem tentando ser simples e acabam complicando o óbvio. Onde quero chegar? Quando acordei esta manhã, me senti num emaranhado de pensamentos sobre a vida, meus amigos, amores, dores. E perdido em meus pensamentos, vi em mim uma produção constante de receitas sutis...que em alguns momentos se tornaram sutis receitas.
As receitas sutis são aquelas de sujeito comum. Você olha para o lado e vê as pessoas se digladiando num mundo capitalista perverso. Um mundo onde o status fala mais alto do que os princípios. E ainda que você tenha seus princípios bem claros e se alto intitule irredutível quanto a isso, mais cedo ou mais tarde acaba pensando em ser assim também, nem que seja momentaneamente, a fim de apenas experimentar. Talvez isso ajude a esquecer as dificuldades que passam as pessoas irredutíveis e convictas de seu caráter. Para ser mais claro: você passa muito tempo da sua vida estudando, conclui cursos valiosos, adquire experiências e...no fim, o que vale você aos olhos da maioria? Um alienado, talvez. Por outro lado, não tão longe, aquela pessoa que vive de aparência não cuidou do seu jardim, não embelezou sua alma e hoje vê frutificar o culto à frivolidade. Essa é uma receita sutil de levar a vida. Eu não. Hoje eu não quero escrever as receitas sutis da minha vida. Não quero confrontar minha consciência para agradar o mundo. Se lutei até agora e estou vivendo, continuarei confrontando o mundo.

Quando chegamos aos vinte e poucos anos, alguns para mais, outros para menos, parece que a vida te cobra outros olhares, novas marchas. É chegado o momento de colocar na balança. Algumas verdades são descobertas quando olhamos para trás e percebemos que as melhores histórias não poderão ser escritas, bem como os melhores momentos não voltarão. Por isso que fico com as sutis receitas. Assim, não iremos escrever um dia o que deu certo para nós, porque certamente não poderá ser usada na sua totalidade para outros. O que podemos fazer é viver intensamente o hoje. E que pelo menos quem estiver ao nosso lado tire suas conclusões. Não quero receitas fáceis de sucesso, não quero me manter irredutível. Eu quero sentir pesos e sensações do que fiz ontem. Eu tenho exatamente o peso de algumas palavras não ditas, de algumas saudades e muitas verdades.

E nesse momento, parece que estamos voltando de uma batalha. Voltamos cansados, devagar. E se não der para continuar mais, paremos. Regredir também significa ir além. Deu para perceber como todos nós temos nossas sutis receitas? Sempre é tempo de recomeçar. Dizem que a gente tem tudo que precisa. Ok...mas não quero muito. Quero mais. Mais paz, mais saúde, mais dinheiro. Quero mais noites bem dormidas, noites em claro. Mas noites de sexta, mais domingos de manhã. Mais eu mesmo. Mais verdade. Mais do que é demais. E quero mais sutis receitas.

Por Leonardo Lemos

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Relaxe!

Ultimamente tenho visto muitas pessoas se estressando à toa e esquentando a cabeça por bobagem. Aí você me diz “Ah, Helena, elas devem ter seus motivos!”. Será?

Não quero subestimar o problema de ninguém, mas o que vejo é gente quase arrancando os cabelos pelo insolucionável. Será que vale a pena? De quê adianta se estressar se nada pode ser feito naquele momento? Então senta, relaxa e espera. Uma hora a luz aparece. Não que a gente tenha que cruzar os braços e esperar que as coisas aconteçam por milagre. Não. O que quero dizer é que as pessoas devem procurar resolver seus problemas de forma mais tranqüila, com calma, raciocinando bem. Se descobrir que não há jeito a dar, pra quê dar um ataque de histeria, ficar nervoso e descontar nas pessoas?

As relações andam tão complicadas hoje em dia! Temos que preservar (e prolongar) os momentos de alegria e paz entre nós e as pessoas com quem convivemos.

Faltou dinheiro para pagar aquela conta? Economize mês que vem e pague, mas não se desespere. Alguém é falso, fala mal de você, quer te ver pelas costas? Releve. Essa pessoa uma hora vai receber de volta toda a energia negativa que ela emana em sua direção. E não é você quem vai devolver, mas a vida. Não se estresse, não vale a pena gastar suas energias com coisas e pessoas pequenas.

Já foi comprovado que doenças como câncer, úlcera e hipertensão são causadas também por estresse. Pense nisso antes de deixar o nervosismo tomar conta, seja no trabalho, em casa, no trânsito, com os filhos...

Tenho preguiça de quem se preocupa demais sem motivo. Sério. Parece que as pessoas gostam de fazer da vida uma novela mexicana. Vamos relaxar e curtir mais a vida. Ela não é feita só de problemas.

Por Helena Hoisel

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Seguindo alguns passos



Relacionamento humano é a grande discussão mundial. Fala-se em guerra, paz, ódio e amor. Pessoas numa busca desenfreada por sucesso, dinheiro, poder. Quando pensamos em falar sobre duas pessoas vêem logo à cabeça o sentimento amor. Mas o que ninguém consegue imaginar é que não é capaz de haver o verdadeiro encontro de duas pessoas com o verdadeiro amor, sem o amor próprio de ambas as partes. Virou chavão dizer que “primeiro, eu me amo”. Mas será realmente que se amar é se julgar mais importante do que tudo e todos? Essa relação poucos experimentam. Poucos são os que se julgam antes de emitir opiniões.  Por isso hoje eu resolvi julgar-me. Decidi me despedir dos “cegos do castelo”.
Não quero parecer senhor da razão de ninguém. Hoje quero ser o senhor da minha razão. Parar e olhar para dentro. E se nesse momento você também conseguir isso, o primeiro passo foi dado. Talvez seguir essa linha de raciocínio justifique porque muitos de nós sofremos com problemas que surgem em nossa vida, sem ao menos existir de fato algum problema. Digo isso após perceber quão grande é a necessidade de apontar defeitos no outro e tentar de alguma forma desfazer aquilo pelo qual alguém lutou tanto. O amor próprio entra aí. Acho que esse é o segundo passo.
Imagine-se num pomar, onde você plantou, regou, cultivou, sonhou e hoje passeia por entre ele, maravilhado com seus frutos. De repente, alguém solta um leão naquele ambiente intimista. Que estrago não faz um leão?! Então você se pergunta “por que alguém faria isso?”. E talvez nem mesmo a pessoa saberá responder. Há amor próprio nessa pessoa? Não sei, mas se pudesse iria sugerir que ela também criasse um pomar.
É o típico pensamento de fazer o bem. Comece por você e não permita querer algo diferente para os outros. Transmissão de pensamento. Você é tudo aquilo que quiser ser. Você é o que você come, você é o que você pensa. Se comer bastante, descontroladamente irá fatalmente engordar. Mas se for isso que você deseja, vá em frente, não se limite, rompa paradigmas de beleza. Ou se você quer revolucionar sua vida, ser mais forte emocionalmente, fisicamente, exercite-se. Exercite corpo e mente. Pensemos positivo e alcançaremos.
Façamos uma limpeza em nós mesmos. Hoje resolvi me despedir de tudo que não me faça bem. Fiz o caminho inverso e comecei por fora. Decidi jogar fora aquele CD que me lembrava um carnaval que gostaria de esquecer. Decidi apagar da minha agenda o número do celular de pessoas que não me passam vibrações positivas. Decidi parar de freqüentar lugares só para me fazer notar. Por dentro adotei hábitos novos. Rezo mais. Me coloco no lugar do outro. Assumo meus atos mais detestáveis. Essa é minha forma de renascer. Conhece-te a ti mesmo, já diz o ditado.
Importante é não travarmos uma guerra com nós mesmos.  Em batalhas o gosto será sempre amargo, mesmo para os vencedores, disse Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”. Nossa mente apresenta uma infinidade de lugares, devemos fugir de alguns e buscar outros. Mas devemos, sempre, conhecer bem todos. Esse é o terceiro passo. E como conseqüência o mundo apresenta suas dádivas. Coisas que estão além da água ou do ar. Que a ciência não explica. Estar bem consigo mesmo, promover o bem e fazer algo por quem está próximo, atrai coisas boas também. Fazendo isso estamos atraindo, no mínimo, prosperidade para nossas vidas.
Então, ficamos assim: antes de pensarmos em amar alguém, vamos olhar para dentro e ver se estamos mesmo nos amando. O que estamos mesmo atraindo para nossas vidas. Com certeza não iremos achar amores eternos ou a fórmula da imortalidade, mas, sem dúvidas, iremos promover um mundo melhor. Ao menos, para quem tentar vir a ser. 
Por Leonardo Lemos

terça-feira, 27 de julho de 2010

O Homem e o Medo

Numa reflexão inspirada por uma típica tarde de domingo, me perguntei qual seria o pior sentimento que alguém poderia ter. Alguns, então, vieram à mente. Raiva? Rancor? Arrependimento? Não, nenhum desses. Pelo menos não pra mim. Claro que esses também são péssimos e podem fazer muito mal, às vezes até provocar grandes tragédias. Mas, sinceramente, existe algo que consuma mais o ser humano do que o MEDO?

Deixo claro que não falo aqui de medo de violência, de acidente, de velocidade ou de um animal feroz. Falo de medo no seu sentido mais complexo, como um sentimento retrógrado, que nos faz desistir de agir. Este medo é capaz de dominar as pessoas, a ponto de fazer com que elas deixem de realizar sonhos, vencer desafios, atingir metas. Este é o medo que atrasa.

Sentimos medo de mudar, de falar, de sentir, de amar, de viver. E nessa dúvida se devemos ou não fazer, a vida vai passando e deixando pra trás grandes oportunidades.

Se pararmos para pensar, veremos que o medo é originário de uma idéia que construímos a repeito do que não conhecemos, e que só conseguiremos nos libertar deste medo, se conhecermos aquilo que tanto tememos. Por que não arriscar? Por que não deixar o rio seguir seu curso natural? Por que não deixar as coisas acontecerem e pagar para ver? Se não der certo, tudo bem, serve como aprendizado. Se cair, levanta. Se doer, uma hora passa. Sempre passa.

Assumo que conquistar o equilíbrio emocional e conseguir driblar esse medo não é uma tarefa fácil, e exige sabedoria e paciência. Porém, acredito que ninguém é incapaz de vencer seus bloqueios e tentar fazer diferente. Superar limites dignifica o homem, faz crescer. O medo faz o tempo parar e a gente parar no tempo. Quem tem medo de viver, não evolui, estagna-se, fica preso a um comodismo que só faz regredir. Penso que se as pessoas fossem mais ousadas e destemidas, o mundo seria ainda mais interessante.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ponto de partida.



Dois amigos que têm cérebros hiperativos, com milhões de dúvidas, idéias e anseios. Eles precisam desabafar e escolhem o papel e a caneta pra isso (ou o velho amigo Word). Mas só escrever não basta, precisam mostrar. E se descobrem leitores assíduos um do outro. Há anos trocam textos e opiniões. Concordam, discordam, discutem. Vamos fazer um blog? Vamos. Aí está.