Depois de alguns meses meio sem tempo, meio sem inspiração (mais sem inspiração), resolvi dar o ar da graça. Fiz uma viagem inesquecível ao Peru e voltei mais inspirada do que nunca. Lá passei por experiências inéditas na minha vida, que podem render uma série de textos nesse blog. Mas hoje quero falar sobre a superação dos limites. Nessa viagem, eu percebi que eu era bem limitada. Limite de resistência, de tolerância, de paciência. Fiz esforços jamais feitos e ao mesmo tempo em que me senti fraca por não ter o ritmo esperado, me senti bem por ter conseguido – do meu jeito – ir até o fim. Descobri que eu posso não ser a mais forte ou a mais resistente, mas sou capaz de enfrentar dificuldades. Dificuldades estas que, ainda que para alguns sejam pequenas, para mim pareciam (e eram) grandes obstáculos. Me frustrei algumas vezes, frustrei quem depositou expectativa em mim, mas no final das contas, o que importa é que eu descobri os meus limites e que pude me conhecer ainda mais. Conhecer até onde eu posso ir agora, até onde eu quero ir lá na frente, qual será o caminho que terei que percorrer para um melhor desempenho. Não quero ser a melhor, não quero ser igual a ninguém, só quero poder me superar, de novo, mais e mais a cada dia. A vitória não está só no resultado, mas também no processo gradativo de superação. Um dia eu chego lá, sem pressa e sem pressão. Vai exigir força de vontade? Vai. Mas eu chego, eu sei que chego. Eu quero e posso. Só não quero – e nem vou – pular as etapas. Isso demanda tempo e eu tenho o meu tempo. Pode ser um processo lento, mas é meu e eu não vou me atropelar. Vou respeitar minhas limitações, até que elas sejam reduzidas, até que elas não existam.
Por Helena Hoisel
