domingo, 20 de fevereiro de 2011

Saudade das cartas

Hoje resolvi revirar minhas velharias e achei uma caixa de cartas. Daí lembrei que eu era compulsiva por escrever cartas. Adorava! Minha melhor amiga morava longe e eu aproveitava pra colocar em prática a minha paixão pela escrita. Era uma carta por semana, às vezes até duas! Contávamos tudo uma pra outra, tão detalhado que a gente conseguia visualizar cada cena. Essa era a forma que a gente encontrava de ficar mais perto uma da outra. Hoje, essa mesma melhor amiga continua morando longe, e o máximo que a gente escreve é um recadinho no Facebook. Muito de vez em quando mandamos um e-mail contando as estórias completas (mas não com tantos detalhes como nas cartas). Com certeza, hoje sei bem menos sobre a vida dela e ela sobre a minha.

Então eu parei pra pensar: A internet, que era para encurtar distâncias, facilitar a comunicação, conectar pessoas, nos afastou. Será que essa praticidade que o ciberespaço nos proporciona é válida a ponto de a gente aposentar o costume de escrever as boas e velhas cartas? Hoje a gente consegue sintetizar tudo. Muitas vezes, 140 caracteres são suficientes para dizer o que queremos. Mas é tão frio! Recebemos tantos e-mails por dia que um e-mail daquele amigo que está longe passa a ser só mais um. Cadê a emoção de receber aquela carta que você esperou uma semana? A agonia para abrir, ler e responder? E a delícia que é reler essas relíquias e lembrar de cada acontecimento como se fosse ontem?


Não sou avessa à internet, pelo contrário. Adoro! Sou fascinada pelas possibilidades que ela nos proporciona. Mas acho que algumas coisas não deveriam acabar. Me chamem de louca, mas eu preferiria receber um e-mail da minha amiga dizendo "te mandei uma carta hoje", em vez de um e-mail contando brevemente as novidades.

Por Helena Hoisel

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O valor de uma amizade


Nos últimos cinco dias passei por situações que me fizeram ter certeza de que não há nada no mundo mais importante do que a amizade. Mas falo de amizade de verdade mesmo, não aquela superficial, que só existe nos momentos de alegria. Falo do amor incondicional, do apoio sem pedir nada em troca, do sofrimento por ver o outro sofrer, da felicidade extrema por ver aquele amigo querido realizando um sonho, do sacrifício feito sem medir esforços.

Não há relacionamento que dure se não houver amizade. Seja com pai, mãe, marido, mulher, a base é a confiança, a certeza de que pode contar com aquela pessoa para o que precisar, sem sombra de dúvidas. Sabe aquela estória de “na alegria, na tristeza, na saúde e na doença”? Não me iludo que seja assim no casamento (pelo menos não em todos). Acho que essa frase se encaixa muito melhor para verdadeiros amigos.

Sou feliz por saber que tenho os melhores. Que mesmo estando longe e não conversando todos os dias, são eles que estendem as mãos quando preciso. Que mesmo sendo diferentes e não concordando com muita coisa que falo e faço, estão ali. Quem é, sabe que é, sem eu precisar citar nomes. A todos esses, deixo um sincero “EU TE AMO”, que diz mais do que qualquer coisa.

Por Helena Hoisel