segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Estou me preparando

Não sou partidário, nem carrego bandeiras políticas. Não me vendo, nem ao menos troco minha imparcialidade. Não sou de fazer média, muito menos mentiras sinceras. Mas adoro política. Gosto de ver as discussões, principalmente as acaloradas, porque acho que aí muitas verdades aparecem, já que o autocontrole não reside em muitos líderes (que não são líderes de verdade).

De um tempo pra cá tenho ouvido falar muito sobre alguns candidatos. E me assusta como as pessoas tomam partido de um ou outro, quase como uma religião, uns sem saber nem porque estão defendendo tão ferrenhamente o candidato e outros sabendo muito bem defender os seus interesses ($$$). Tudo bem, cada um defende seus motivos e me parece que no final, quem tiver a unha maior irá se segurar na parede.

Mas eu não sou partidário, já disse. Li e reli inúmeros emails que me mandaram com biografias não autorizadas dos principais candidatos à presidência da república e não me assustei. Até porque me assustaria se aquelas informações fossem autorizadas. No fundo, sei que tudo pode ser verdade, ou não... Mas o que quero dizer é que, enquanto ser pensante e imparcial, nesse caso, me preocupa é o que não aparece. Aqueles arranjos políticos, coligações e apoios oportunos, paralelamente a rupturas inoportunas e crises que constantemente respingam nas classes abastardas. É isso que me preocupa faz algum tempo.

Por não ser partidário é que já estou me preparando. Estou me preparando para os piores anos da política brasileira e inclua-se aí economia, saúde, educação e segurança. Não vejo verdade nos discursos de nenhum dos dois, muito menos nas ações. Já disse também, mentiras sinceras “não” me interessam.

Por Leonardo Lemos

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Controlando a língua!

Turbilhão de emoções, de acontecimentos, de vontades. Vontade de dizer, de ser, de estar. De fugir, de me jogar. Queria ter coragem pra falar algumas coisas para algumas pessoas, mas é tão difícil quando a gente não sabe qual será a reação delas. Melhor quietar e esperar. Olho no olho diz muito mais do que palavras.

Me acho tão corajosa pra umas coisas e tão covarde pra outras. Razão e emoção em eterno conflito. Tenho testado minha paciência. Sei que o melhor é fazer as coisas fluírem e acontecerem na hora certa, mas minha ansiedade é meu pior defeito. É preciso controlar a vontade de falar tudo que penso. Isso assusta. Aliás, poucas pessoas não se assustariam com as coisas quem tenho pensado ultimamente. 

Estou sendo subjetiva, eu sei, mas é que às vezes a objetividade compromete. Talvez as pessoas das quais estou falando entendam a mensagem, talvez não. Sei que umas vão achar (ou ter certeza) que estou falando delas, e não estou. E talvez as pessoas para quem estou falando, nem percebam que são elas. Deixa a dúvida. Uma hora elas descobrem. 

Resumindo, preciso aprender a controlar minha língua. Meus pensamentos, não. Ainda bem que eles são só meus!

Por Helena Hoisel



quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Onde está a sensibilidade?


Sei que esse texto vai parecer clichê ou que veio de um daqueles sites voltados para mulheres e que nos mandam emails quase-sempre-iguais, entupindo nossas caixas de mensagens. Mas é incrível como a falta de sensibilidade de alguns homens ainda consegue me impressionar. Isso, infelizmente, é tão corriqueiro que eu já deveria estar acostumada. Não sei se as mulheres estão cada vez mais passivas e se permitindo serem tratadas como qualquer uma, ou se são os homens mesmo que, por natureza, não têm tato nenhum pra falar com as mulheres.

Claro que isso não é regra e existem exceções. Eu conheço homens sensíveis e que sabem tratar uma mulher, mas devo dizer que não são muitos. A maioria é pura sensibilidade no começo e quando pega intimidade, já fala com a mulher de qualquer jeito, como se estivesse falando com um “brother”. Não medem palavras, não são românticos, não fazem questão de ser delicados. Pior! Acham que isso é “coisa de viado”.

Hoje é muito comum a relação casual, sair pra curtir, sem compromisso. Mas só por isso tem que deixar de ser romântico? Os homens acham que se forem amáveis é sinal de que estão apaixonados e que a mulher, ou vai pisar, ou vai grudar. Não, gente. Falar de uma forma mais carinhosa, fazer elogios, tratar bem, não mostra que você está pagando paixão, mas que você é um cara legal, sensível e merece estar ali. Quer saber? Acho mesmo que isso é culpa das mulheres. E a tendência é piorar.

Por Helena Hoisel